Síndrome de Marcus Gunn

O fenômeno de Marcus Gunn foi descrito em pela primeira vez em 1883 e é caracterizado pela ptose palpebral, de grau variável, que diminui ou mesmo se transforma em retração palpebral à movimentação mandibular.

Geralmente é de ocorrência esporádica e o fenômeno é responsável por 2 a 13% das ptoses congênitas.

No fenômeno de Marcus Gunn, a elevação ou mesmo retração da pálpebra ptótica é desencadeada por mastigação, sucção, movimentação lateral da mandíbula, sorriso, contração do esternocleidomastóideo, protrusão da língua, manobra de Valsava e até mesmo por uma simples inspiração

Na maioria dos casos, acomete só um lado do rosto. O fenômeno se mantêm na fase adulta, mas começa na infância.Os movimentos espasmódicos da pálpebra são muito aparentes durante a amamentação e são já observadas pouco depois do nascimento.

De 50% ao 60% dos casos está associado a estrabismo e em 25% dos casos a paralisia do músculo reto superior.

Existe uma série de procedimentos de cirurgia que se podem empregar para melhorar a situação presente, alguns envolvem a pálpebra em si e utilizam enxertos como elemento suspensor, outros envolvem o músculo elevador da pálpebra superior, que é recortado e transposto para corrigir a ptose presente. Alguns pacientes requerem várias intervenções cirúrgicas para conseguir os resultados estéticos e funcionais ótimos.

Visite o site do Dr. Leandro Garcia Carvalho: www.leandrogarciacarvalho.com.br

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